Tratamento da Obesidade ( 2ª Parte) : Primeiro, o Diagnóstico

Não pode ser de outra forma. Se quisermos realizar um tratamento adequado, a primeira coisa que temos a fazer é definir  o problema. É a essência da Ciência (e da vida !!). Neste caso, a obesidade, o diagnóstico baseia-se na avaliação de uma ampla gama de dados de natureza muito diversa que, entre todos, originam o que é evidente: há um excesso de gordura corporal.

Um matemático, considerado pai das estatísticas (Adolphe Quetelet, Ghent, Bélgica 1796-1874)  estabeleceu um critério antropométrico que associa o peso com a estatura (IMC = kg / m2). E então apareceu o chamado Índice de Quetelet ou IMC (Índice de Massa Corporal). Posteriormente, em 1985, Garrow JS e Webster J. publicaram no International Journal of Obesity que o Índice de Quetelet é um indicador adequado e confiável para o diagnóstico de obesidade, bem como considerando sua valiosa simplicidade no cálculo (peso e altura, multiplicação e dividir). Nesse sentido, a OMS estabelece a sua classificação antropométrica de acordo com o IMC:

              – Peso baixo:             IMC inferior a 18,5
              – Normopeso:           IMC entre 18,5 e 24,9
              – Excesso de Peso:  IMC entre 25 e 29,9
              – Obesidade:              IMC maior que 30

Atualmente, a medida do Perímetro Abdominal também é incorporada ao diagnóstico de obesidade, o que permite determinar a gordura acumulada no corpo e que em mulheres deve ser inferior a 88 centímetros e em homens, 102 centímetros. Esta medida é obtida em pé e depois de ter expulso o ar, cercando seu abdômen com a fita métrica ao nível do umbigo.

Por outro lado, o nosso modelo de sociedade desde há décadas vem modificando hábitos que introduzem variáveis ​​muito negativas para a nossa saúde: estilo de vida sedentário, padrão de alimentos “inflamatório” e nada inteligentes, dinâmica social  ansiosa, falta de tempo para “autocuidado”, perda de motivação e auto-estima “compensados” com a necessidade de recompensas imediatas que determinam um comportamento de alimentação completamente errada e onde o processado é imposto ao elaborado. Tudo isso e mais é o que compõe a condição multifactorial da obesidade e que se tornará crônica, desde que não possamos fazer modificações radicais.
 
No Esquema Diagnóstico que apresentamos são identificados todos os factores que influem no Excesso de Peso/Obesidade. Só a partir do conhecimento efetivo destes dados podemos estabelecer orientações terapêuticas eficazes e individualizadas. Por este motivo, incluímos no nosso site (http://www.perderpesodoctor.com  / Área do Paciente) um Questionário Clínico onde aparecem os itens relacionados com todos os fatores que afetam o excesso de peso/obesidade. Sabemos que todas as informações solicitadas são importantes e por essa razão pedimos calma e rigor para responder ( se estiver interessado ) … não há pressa! Além disso, se considerarmos apropriado podemos solicitar dados complementares. Voltamos a salientar que pretendemos uma Interação Positiva e Dinâmica com os nossos pacientes.

Uma avaliação diagnóstica correta, é a chave para um tratamento adequado (Diagnóstico Integral = Tratamento Integral).

Até a próxima entrega!