Vença o Sedentarismo e Inicie a Sua Época de Exercício Físico.

O corpo Humano como qualquer sistema biológico perante a carência de estimulo, sofre o desuso, debilita-se, estagna e facilmente entra em conflito com o seu propósito e a sua função.

O preço da inatividade física é elevado para um sistema aberto como o nosso, que necessita de vitalizar-se através das interações com o meio e através claro do movimento.

“A inatividade Física é o quarto principal fator de risco de morte no mundo.”

Como é sabido, da inatividade física pode resultar um comprometimento severo para a saúde, conduzindo ao desenvolvimento de doenças tais como diabetes, depressão, doenças cardiovasculares, oncológicas e respiratórias.

Ao abordarmos o caso da Obesidade e Sobrepeso, um quadro de prática de atividade física regular pode tornar-se num fator de importante relevo, visto que favorecerá a redução do peso, manutenção ou aumento da massa muscular, aumento do metabolismo de repouso pós atividade física e aumento da termogénese alimentar.

 

Como contrariar o Sedentarismo?

O primeiro passo para uma mudança de hábitos deverá vir do próprio indivíduo e deverá ser suportado por uma tomada de consciência clara do que está a acontecer consigo e com o seu corpo.

A consciência do estado físico atual torna-se um elemento fulcral para desencadear a necessidade para a ação e para a atividade física.

Sempre que possível aceda ao serviço de um profissional da área do exercício e:

 

1- Realize uma Avaliação Física

A melhor forma de acercar-se da realidade corporal e verificar a prontidão para a prática de atividade física é sujeitar-se a uma avaliação física. Com o processo de avaliação física são verificados parâmetros como:

 

Anamnese – avaliação do risco para a prática da atividade  física;

Composição corporal – avaliação da composição dos constituintes do corpo (peso, altura, % de gordura corporal, massa muscular e água corporal);

Resistência Cardiorrespiratória – avaliação da funcionalidade do sistema respiratório, cardiovascular e músculo esquelético;

Postura – avaliação dos desequilíbrios posturais ao nível das cadeias musculares  no seu posicionamento estático ou dinâmico;

Flexibilidade – avaliação dos limite articulares envolvidos no movimento, identificação dos grupos musculares com deficit de flexibilidade.

2 – Escolha a Atividade

A ideia generalista para a escolha da atividade física a realizar parte do pressuposto de: “Realize a atividade que mais gosta”; contudo deverá ser conjugada com a razão “A atividade que mais precisa”, esta última pode resultar de informação privilegiada em função do ponto anterior (avaliação física).

Neste sentido encontre o equilíbrio necessário para conjugar as duas premissas anteriormente citadas e escolha entre as possibilidades existentes. Atividades individuais ou em grupo, praticadas em contexto de terra ou água, de relaxamento ou meditação (yoga, pilates, stretyching…), intensas e contrativas (treino intervalado, HIIT, treino de força…), cíclicas (andar, correr, nadar, andar de bicicleta…) ou acíclicas (desportos de combate, surf, parkour…).

 

3 – Da Intensão à Prática

     –  Desmobilize as resistências

Vão sempre existir resistências psicológicas, sociais e circunstanciais que o impelem para não praticar atividade física.

A capacidade de desmontar tais estruturas só pode ter como razão última o seu bem estar corporal e o aspeto lúdico que poderá retirar da prática de atividade física.

Pensamos na prática de exercício como um investimento, no qual cada unidade de treino vai somando um acréscimo de saúde, tal processo pode não ser visível a curto prazo mas tornar-se-á incorporado a médio-longo prazo.

     – Valorize os pequenos ganhos

 Quantas vezes subiu “aquele lance de escadas” e começou a reparar na sua respiração ofegante e ou falta de fôlego, cansaço geral, dor muscular e sensação de desconforto?

 

Do resultado da prática regular de exercício surge a restruturação da funcionalidade corporal, trata-se de um processo gradual e por isso progressivo.

Como forma motivacional de manutenção da prática física “foque-se no ganho”.
Estes são alguns pontos que deverá sentir a nível corporal com uma prática gradual de exercício.

 

  • Melhoria funcional geral
  • Menor fadiga e cansaço
  • Diminuição do Stress
  • Diminuição da dor e ou processos inflamatórios do corpo
  • Maior tolerância ao esforço
  • Maior disponibilidade muscular
  • Aumento da mobilidade corporal
  • Diminuição do peso e sobrecarga ponderal

 

Reformulando a questão:

Quantas vezes subiu “aquele lance de escadas” e começou a reparar que as coisas estão a melhorar?

 

4 – Da Prática ao Hábito

 

Estabeleça Metas

Conforme vai ganhando o controlo da sua componente física vá exigindo mais e melhor do seu corpo. Ganhe o direito de definir o seu  caminho, trace objetivos credíveis e executáveis de forma sustentável e a médio-longo prazo.

 

Desenvolva Rotinas

Não abdique dos momentos que tem para realizar exercício. Mantenha com regularidade os exercícios que está acostumado a realizar, não esquecendo de desafiar-se constantemente na melhoria do movimento ou no aumento da intensidade do treino.

 

Complemente o seu treino

O treino é tão ou mais completo quanto mais capacidades físicas e cognitivas conseguir abarcar.

Estabeleça uma complementaridade nas suas sessões de exercício e conjugue o treino de resistência cardiovascular com o treino de força, os dois tipos de treino suportam-se na melhoria conjunta e contribuem para uma intensificação dos resultados finais.

 

Não se esqueça: sempre que possível reavalie a componente física, verifique o desenvolvimento dos parâmetros e faça os ajustes devidos às variáveis de treino.

 

Saúde e sedentarismo são incompatíveis !